Vim pro telhado de casa
para tentar achar respostas para minha pergunta:
"o que sou diante da morte?"
Tenho algo muito precioso: uma vida, uma alma.
Mas de uma hora para a outra ela se vai,
é arrancada, tirada de mim.
O resto, o que resta, é apenas dor,
tristeza, lágrimas... Saudade.
Saudade sempre vem, e ela sempre volta.
O sereno cai sobre mim,
o calor está me abandonando e com sua partida,
o frio vem chegando;
e continuo sem minha resposta.
Alguém aí tem a minha resposta?
A rua está deserta, ninguém está me ouvindo,
e se algum vizinho ouvir...
Vai reclamar que estou atrapalhando o seu sono.
Run! A morte mais uma vez silenciosa e certeira
deixa um vazio em meu peito
e deixa a entender aquilo que eu já sei,
não importa quantas batalhas sejam vencidas
ao longo dos anos em que acordo todos os dias pela manhã,
basta um segundo no escuro,
para jamais ver o raiar do sol.
Whiverson Reis


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