O vento levou o que passou,
como pensamentos que partem
diante de uma nova surpresa...
Se foi, voou.
Coisas que estão na memória,
que não saem do pensamento,
são um tormento, que não sai;
eu tento, então me reinvento,
mas não há descanso, não há alento;
sofro, sinto dor, mais forte, como um acento,
acentuando meu sofrimento, agudo,
revelando segredos do meu coração
que agora bate lento, calmo, descansando
e se preparando para um novo combate,
uma nova batalha, de gladiadores contra leões ferozes,
num Coliseu de espectadores,
tão assassinos quanto o vencedor desse duelo,
mas condenados por serem covardes
que tramam a desgraça alheia sem dignidade para ser personagem
numa história de impunidade.
Podem me tirar tudo que tenho, menos o que fiz...
Para quem eu amo.
O que foi feito, está feito; o tempo não volta,
mas o dia se renova e o pensamento hoje triste,
amanhã sorri do ontem infeliz, então agora diz?
Eu digo: sou feito do que fiz, porque eu quis...
Quis, e quero muito ser... Feliz.
Whiverson Reis


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