Uma palavra e o meu dia se foi.
Não era qualquer palavra,
era uma vinda de seus lábios;
macios, delicados, mas duro demais neste momento.
Sinto que poderia evitar essa situação, ou você poderia;
não entendo porque eu ainda aceito viver essas situações,
porque aceito mergulhar-me nessa solidão.
Queria te dizer algo, não posso;
queria te amar, mas você...
Suga o meu Eu e
me transforma num menino assustado com medo da vida,
com medo do mundo, com medo de ti.
Queria me libertar,
dizer que vivo por minha vontade;
eu queria qualquer coisa,
só não queria ser o que sou agora...
Um idiota, na sua porta, batendo, vivendo, de migalhas,
que não sustentam minhas asas, fracas,
frágeis, sem forças para voar;
me calando, me tirando toda a luz de meu olhar,
te olhando... Chorando,
lágrimas transparentes por fora,
lágrimas ensaguentadas por dentro,
machucadas pelo peso de suas palavras,
arranhadas pela sutileza de seus lábios.


Nenhum comentário:
Postar um comentário